segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Palestrando na Adventure Sport Fair 2016

Palestrando na Adventure Sport Fair 2016
Membros da FEMESP na ASF 2016
A Adventure Sport Fair #ASF2016 é a maior feira de esportes de aventura da América Latina e nesta ultima edição (esta foi a 17ª edição) tive o prazer de representar a #CBME e #FEMESP em uma Oficina sobre Cordas e Nós.


Palestrando na Adventure Sport Fair 2016
Palestrando na ASF 2016
Eu havia visto um e-mail na lista da FEMESP pedindo a ajuda de voluntários para ministrar uma Oficina na ASF2016. Como eu tinha disponibilidade e já estava me programando para ir à feira respondi ao e-mail me voluntariando. Confesso que achei que não seria chamado, pois estou em Campinas/SP e as reuniões da Femesp são realizadas na capital paulista. Foi uma feliz surpresa quando recebi um e-mail do Daniel Zacharias me incluindo na lista dos voluntários.

Fiquei muito honrado pela confiança destas duas instituições em me conceder a oportunidade de compartilhar dos conhecimentos em Montanhismo e Escalada. São anos de dedicação para o desenvolvimento do Montanhismo em nosso país, buscando transmitir aquilo de melhor que aprendi durante os 20 anos de montanhismo.

Através dos Consultores de Aventuras - Montanhismo e Turismo de Aventura venho ministrando cursos de escalada em rocha, cursos de rapel e técnicas verticais e conduzindo pessoas em escaladas nos mais variados locais do Brasil há 15 anos e, espero que essa apresentação na ASF 2016 seja uma primeira de muitas parcerias para apoiar a CBME e a FEMESP no fortalecimento das atividades de montanha em nosso país.


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#Caventuras #Montanhismo #Escalada #Rapel# CursodeEscalada #SouHARD #GoHARD #HARDADVENTURE

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Escalada como Esporte Olímpico, Temos mesmo o que comemorar?

Escaladores de todo o mundo comemoraram a divulgação de que a Escalada Esportiva passou a ser considerada um esporte Olímpico e já vai ser disputada nas Olimpíadas de Tokyo em 2020 . Aqui no Brasil não foi diferente, todas as mídias especializadas em escalada e atividades outdoors deram enfase no assunto, viralizando nas redes sociais. Até o Globo Esporte do canal G1 noticiou esse grande fato.

Campeonato de escalada esportiva, estilo boulder.

Realmente é algo desejado há muitos anos pelos atletas da escalada esportiva, muitos se dedicam para o esporte, tem patrocínios e isso poderá impulsionar essas marcas com o estimulo a entrada de novos atletas, gerando trabalho e renda desde fabricantes até academias e ginásios de escalada. Talvez veremos o surgimento de mais preparadores físicos para a escalada esportiva. Tudo isso é muito bom.



Mas temos mesmo o que comemorar?... Vamos ver?

Em junho passado também foi noticia nos meios de comunicação outdoor e escalada do Brasil o fechamento da Pedra da Divisa em São Bento do Sapucaí, um dos principais points de escalada esportiva do país. Segundo informações e relatos da comunidade local, nós, escaladores, não estávamos respeitando as regras de acesso do local. E foi por não respeitar uma regra básica (não acender cigarros) fez com que o senhor José Dimas proibisse o acesso ao local. Veja o vídeo com a declaração do Sr. José Dimas:



Ainda em junho, colegas escaladores publicaram nas redes sociais uma série de imagens feitas durante uma escalada do Pico das Agulhas Negras no Parque Nacional do Itatiaia. As imagens (aterrorizantes) mostravam o total despreparo dos guias e condutores que nesta época levam centenas de pessoas montanha acima, sem ao menos sequer saber dar um nó em uma corda. Se este guia (alguns registrados no parque) com todo seu "preparo" está subindo nossas montanhas, imagine quais os valores que ele está transferindo para seus clientes: Respeito, Ética, Responsabilidade, Cuidados com o Meio Ambiente, etc, será que esses grupos tomaram ciência do que é isso?

Incêndio criminoso: Pico dos Marins arde em chamas.
Para não me estender muito, no dia 30 de julho o Pico do Marins ardeu em chamas por inconsequência de um pseudo montanhista de um grupo que disparou um sinalizador na montanha, causando uma devastação monstruosa para aquele habitat. Quilômetros de uma vegetação frágil queimou, sem contar toda a fauna que pode ter sido comprometida. É sabido que este grupo estava sendo conduzido por um pseudo "guia" que, como no Itatiaia, não tem preparo nenhum sequer para levar o cachorro para passear na rua, quem dirá levar uma pessoa até o cume de uma montanha.

Pico dos Marins após incêndio.
Infelizmente falta uma base concisa na formação dos escaladores e montanhistas em nosso país e fatos como os que relatei acima ainda vão ser vistos com frequência em nossas montanhas e points de escalada. Estes foram apenas 3 exemplos disso, mas em nosso país há muitos outros.

Então, eu novamente pergunto: Realmente temos o que comemorar?




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